quarta-feira, 11 de março de 2009

Comunicação e Negócios

Um ditado antigo dizia que “a propaganda é a alma do negócio”. A frase em si, não está 100% certa. O mais correto seria dizer que a comunicação é parte primordial para o sucesso dos negócios, já que comunicar é um processo social básico e que torna possível a própria vida em sociedade.

Se partirmos do ponto de vista que a comunicação rege todas as relações humanas, porque não acreditar que ela é parte fundamental no processo de venda, seja de um produto ou, nesse caso específico, de uma apólice?

Em um mercado competitivo como o de seguros, empresas ou profissionais que não trabalharem a sua comunicação, certamente perderão oportunidades importantes. Se há alguns anos bastavam boas relações com os principais clientes para assegurar o futuro dos negócios, hoje diversos outros agentes passaram a fazer parte desta equação, obrigando a empresa a compreender sua ação muito além dos limites de seus muros.

Para nos comunicarmos no mundo moderno é preciso muito mais do que cartões de visita ou relacionamentos profissionais. Desde a explosão da internet, no início do século XXI, ter um site – e mantê-lo atualizado – é o primeiro passo para estar conectado a este novo mundo. Mas apenas isso não é o suficiente.

O investimento em comunicação deve ser constante. Se grandes marcas, consolidadas e já conhecidas, anunciam com freqüência na mídia, como é possível achar que os pequenos podem fazer ações pontuais e ter retorno à curto prazo? Construir uma marca leva tempo e é um processo que precisa de análise e planejamento.

Alguns avaliam que investir em comunicação significa basicamente anunciar na mídia, colocando uma propaganda afirmando que o seu produto é o melhor. Obviamente que este tipo de ação é apenas uma entre tantas possibilidades que existem e que, com certeza, pode não estar ao alcance de qualquer empresa ou profissional.

Ao contrário do que muita gente pensa, investir em comunicação não representa um custo elevado e deveria ser a última coisa a ser cortada por falta de recursos ou redução de despesas. Existem formas que são quase inexploradas e apresentam um custo próximo do zero, se avaliarmos o número de pessoas que tiveram acesso àquela informação. Mas tudo vai depender do quanto será investido, do tempo de espera por este retorno e o público-alvo.

Para essas ações mais elaboradas, como construir uma ação de marketing viral, por exemplo, é preciso contratar profissionais que entendam deste processo. A pior coisa que pode acontecer é você ser seu próprio inimigo, fazendo algo negativo ou que incomode outras pessoas, prejudicando a sua imagem ou da empresa em que trabalha.

Outra dificuldade é mensurar o retorno que a comunicação traz aos negócios. Como avaliar que a principal responsável pela concretização do negócio foi a sua e-letter enviada para o mailing ou a propaganda que a sua empresa fez em algum veículo de comunicação?

Administrar um negócio significa, entre outras coisas, utilizar a comunicação como ferramenta estratégica, fundamental para o sucesso do empreendimento, seja ele qual for. Se a sua empresa ainda não percebeu esta realidade, está na hora de refletir.

As pessoas que não encontram tempo para cuidar da comunicação da sua empresa precisam delegar esta função para outras companhias ou profissionais. É cada vez mais necessário ter pessoas preparadas, pensando em maneiras inteligentes de atrair o interesse do consumidor para determinada marca ou negócio.

Um dos enganos mais comuns é achar que, por saber escrever ou por conhecer determinados softwares, qualquer pessoa pode fazer a sua comunicação. E ai, outro ditado antigo aparece: “O barato pode sair caro”. Mas isso é assunto para uma próxima coluna.

Sobre o autor
Gustavo Sígolo (gustavo@studiodpi.com.br) é diretor comercial do Studio DPI.