quarta-feira, 11 de março de 2009

Em tempos de crise, a assessoria de imprensa é solução para manter a marca em destaque

A crise econômica mundial parece estar chegando somente agora no mercado brasileiro. Iniciada no segundo semestre de 2007, veio juntando força aos poucos e deve ganhar ainda mais intensidade quando as empresas começarem a divulgar seus balanços do quarto trimestre do ano passado.

O importante agora é saber como enxergar a situação. Para você, o copo está “meio vazio”, ou “meio cheio”? Sim, porque se fizer como a maioria das pessoas, que é correr quando surge algum sinal de perigo, então você provavelmente vê o momento atual como “meio vazio”.

O fato é que existem milhares de pessoas, consultores, economistas e publicitários – categoria em que me incluo – que acreditam que a crise é um momento de investir e ocupar posições estratégicas no mercado. Dizer que crise é sinônimo de oportunidade virou quase um mantra para muitos empresários. Como há uma retração de outras empresas, sempre haverá espaços que podem ser ocupados.

A Nestlé, por exemplo, anunciou que a multinacional tem planos ambiciosos para o Brasil e que os investimentos para 2009 também estão mantidos. Na opinião de vários especialistas em comunicação, não é hora das empresas cortarem investimentos em marketing, porque isso pode significar fraqueza. É hora de investir e lutar para conquistar os clientes dos outros.

E para aproveitar as oportunidades, não há outra receita senão investir em comunicação. Pode ser uma campanha de marketing para potencializar o consumo de determinado produto, por exemplo. A questão aqui é definir o tempo que essa iniciativa ficará em evidência e o quanto será aplicado.

Mas como fazer isso se não há dinheiro em caixa? Uma possibilidade é investir em assessoria de imprensa. Para quem não sabe o que é isso, é uma das atividades que mais emprega jornalistas atualmente. O trabalho desse profissional é buscar assuntos que sejam de interesse da mídia dentro das companhias.

Essa iniciativa cria a chamada “geração de mídia espontânea”, que divulga fatos e assuntos de interesse geral, utilizando determinada empresa como fonte de informação. Geralmente, as empresas se utilizam desse recurso para reforçar um conceito sobre determinada marca, atingindo de maneira indireta – via os veículos de comunicação – seu público-avo.

Uma matéria que ocupe um quarto de página em um grande veículo de comunicação, por exemplo, tem um impacto tremendo na imagem corporativa. Isso sem falar no custo x benefício, já que além do espaço em si, é o jornalista que está falando da sua marca. A diferença é enorme, principalmente pela credibilidade da organização que ele representa. Uma coisa é você falar bem de você mesmo em um anúncio. Outra coisa é ler uma matéria na mídia sobre a sua empresa.

A assessoria de imprensa também pode ajudar as empresas a interpretar os fatos com rapidez suficiente para agir antes dos concorrentes. Por estar muito atenta ao que a mídia noticia, o jornalista pode orientar a empresa a tomar determinadas atitudes.

Esse tipo de iniciativa também contribui para diminuir a repercussão negativa gerada a partir de “crises”, como a demissão de pessoas, reclamações de leitores e aumento de preços, por exemplo. Esses são alguns temas que afetam negativamente a imagem corporativa, levando a opinião pública a ter uma idéia contrária ao que prega a empresa.

Mas para que um trabalho de assessoria de imprensa realmente dê resultado é preciso participação do cliente, envolvimento da agência com sua contratante e planejamento. Muitas vezes não há sinergia entre quem divulga os fatos à imprensa e quem os gera, nesse caso, a empresa. Isso prejudica o desenvolvimento das ações, limitando a geração de notícias.

É importante lembrar ainda que um trabalho de comunicação eficiente não envolve apenas a assessoria de imprensa, mas é um passo importante para quem deseja ter algum destaque na mídia, sem fazer grandes investimentos.
Sobre o autor
Gustavo Sígolo (gustavo@studiodpi.com.br) é diretor comercial do Studio DPI.