terça-feira, 3 de março de 2009

Search as research: útil ao marketing de sua empresa

O que os usuários digitam nos buscadores é espontâneo e pode indicar tendências e oportunidades. Não existe ainda uma metodologia comprovada ou ferramenta própria, mas já dá para intuir alguma coisa.
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Até mesmo os grandes players vêm estudando esta nova possibilidade. O Google divulgou ano passado um estudo sobre como as pesquisas em sua plataforma podem indicar o interesse de consumidores. Nele comprovou-se a relação entre o volume de pesquisas para um novo filme e o seu posterior sucesso: quanto mais pesquisas teve o filme, maior o sucesso.
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Obviamente, essa técnica pode ser utilizada em outros cenários. O fato é que ainda não existe uma metodologia comprovada e muito menos uma ferramenta própria para extração e correlação deste tipo de informação. O que o mercado tem feito são análises básicas e primárias.
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Por exemplo, ao analisar as palavras-chave pesquisadas é possível saber a demanda de mercado, e através de frases pesquisadas é possível checar a percepção dos consumidores com a sua marca.

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Dentre as ferramentas que vêm sendo utilizadas para retirada de informações sobre as pesquisas na internet destaca-se o Keyword Services Plataform (KSP), da Microsoft.

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Embora o programa tenha como objetivo facilitar a pesquisas de palavras-chave, acabou contribuindo involuntariamente para esta nova disciplina do SEM (de Search Engine Marketing) a partir do momento que disponibiliza um vasto universo de informações de comportamento de usuários no Live Search.

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O Google também contribuiu involuntariamente com o Google Trends, que pode ser utilizado para descobrir demanda de mercado.

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Fiz um teste com a palavra SEM, palavra que todos conhecemos e sabemos o crescimento do mercado nos últimos anos.

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Embora o exemplo seja o mais simples possível, sem nenhuma metodologia, ele consegue demonstrar claramente toda a possibilidade que se tem pela frente.

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Os mesmos dados podem ser coletados através de diversas metodologias de pesquisas de eficácia já comprovada, porém as características intrínsecas do SEM (baixo custo, fácil execução, agilidade em alterações e o fato de o consumidor não estar participando de uma pesquisa e sim agindo naturalmente) chamam a atenção para estudos.

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Por enquanto cases são escassos em todo o mundo (no Brasil até o momento nenhum estudo foi publicado), consequência natural pelo fato do Search as Research ser uma tendência que ganhou força em 2008.

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E você? Utilizaria os dados comportamentais dos usuários de search engines como material de pesquisa?

Sobre o autor
Rafael Pedigoni é supervisor de projetos especiais na
Aunica - The Tagnology Company, responsável por projetos de search e mobile.