quarta-feira, 11 de março de 2009

Indústria x Comércio Eletrônico

A história das relações comerciais das indústrias e varejos começa a ser questionada. O pivô desta história é o consumidor. Hoje as indústrias se deparam com um consumidor mais informado e exigente, em contrapartida a concorrência está cada vez mais acirrada e os canais de distribuição menos lucrativos.

Entender este novo consumidor e chamar a sua atenção é o desafio que as empresas, que desejam obter sucesso na era digital, devem ter.
Hoje os consumidores têm menos tempo e incentivo para absorver novas informações. A grande disputa nas empresas é por algo cada vez mais escasso: o share of time. O que nada mais é que uma fração do raro tempo no dia-a-dia do consumidor moderno. Tempo este que vale ouro.

Neste momento é que se mede a grande importância do contato direto entre indústria e seus clientes do comércio eletrônico. Antes os consumidores eram propriedade dos varejistas, e agora passaram a ser compartilhados com os fabricantes. Podemos perceber isso claramente em indústrias como Panasonic, Sony, Erwin Guth e Whirlpool (Brastemp e Consul) que já desenvolveram através de seus próprios websites de comércio eletrônico, um canal direto com seus consumidores finais.

A venda pela loja virtual para estas empresas começa a ser um canal muito forte, pois gera o fortalecimento da relação com os usuários de seus produtos e aumenta a oferta. A tendência é que a venda digital torne-se mais forte nesse canal, através da utilização de conceitos básicos como medir as tendências e ouvir os consumidores.
A interação da indústria com o consumidor digital acaba beneficiando os dois lados, onde o resultado final é o atendimento completo dos anseios das pessoas e o aumento da lucratividade das empresas.

A Erwin Guth, fabricante de instrumental odontológico e cirúrgico, por exemplo, utiliza-se do comércio eletrônico como canal exclusivo para venda de seus produtos odontológicos direcionados aos cirurgiões-dentistas e alunos da faculdade.

Outro ponto importante utilizado em algumas empresas é a possibilidade da personalização dos produtos, o que aproxima o conceito da marca com a personalidade de seu consumidor digital.

A Brastemp permite que consumidores montem os produtos conforme sua vontade. Respeitando algumas regras, é possível customizar cor, compartimento, materiais e acessórios. Ainda é possível criar uma série de ferramentas que permitem com que a indústria mensure a importância dos diferencias de seus produtos. Um site de e-Commerce pode se tornar um verdadeiro canal de relacionamento, com espaços para comunidades, opiniões, dicas e sugestões, tudo alimentado pelo internauta, com toda a espontaneidade que as empresas sempre sonharam. Basta um pouco de criatividade e investimento neste canal que se fortalece a cada dia.
Sobre o autor
Gustavo Sígolo
(
gustavo@studiodpi.com.br) é diretor comercial do Studio DPI.