É inegável o poder da internet no mundo contemporâneo. Em tempos como os atuais, saiba quais os benefícios do canal.
Dizem os mais experientes que é preciso extrair, até das notícias ruins, algo de positivo. Esse ensinamento se aplica de maneira exata à crise mundial, que trouxe instabilidade econômica, retração da economia e muita insegurança entre o empresariado nacional. Mesmo assim, diante desse verdadeiro caos o segmento de marketing tem uma oportunidade única de aproveitar esse momento para se posicionar, de uma vez por todas, como um verdadeiro aliado estratégico.
Em tempos de crise, as empresas “apertam seus cintos” com o objetivo de cortar gastos. Essa é uma tendência natural, independentemente do segmento de atuação. A crise, como era de se esperar, acabou gerando uma postura de desconfiança entre os empresários, que preferem postergar iniciativas que envolvam investimentos. No entanto, embora o cenário pareça inoportuno, temos uma brecha extremamente interessante para os profissionais da área de marketing demonstrar como um plano bem estruturado, especialmente que envolva publicidade online ou digital, pode otimizar custos e contribuir para a formação ou consolidação de uma marca.
É inegável o poder que a internet exerce no mundo contemporâneo. Prova disso é que segundo pesquisa da consultoria Jupiter Research, o número de usuários de internet vai chegar a 1,8 bilhão de pessoas em 2012, um quarto da população mundial. A perspectiva é otimista, já que o número de internautas deve continuar crescendo a cada ano, impulsionado pela expansão das redes de banda larga e contínuo crescimento do acesso à internet por dispositivos móveis.
Outro dado importante, que também interessa para os profissionais de marketing, refere-se ao número de internautas que acessaram a web a partir de casa, que surpreendeu em dezembro ao mostrar crescimento sobre novembro, segundo a empresa de medição Ibope/NetRatings. Ainda de acordo com os últimos levantamentos da companhia, o Brasil se mantém entre o primeiro e segundo país do mundo em tempo de navegação e o usuário brasileiro navega na web, em média, 23 horas por mês.
Nesse contexto, o mobile marketing e qualquer modalidade de publicidade digital tornam-se grandes filões para quem não pode deixar de investir, mas teve sua verba reduzida em função da crise. Essa constatação ganha ainda mais força se levarmos em consideração pesquisa divulgada pelo Gartner: até 2010 cerca de 350 milhões de pessoas terão acesso a e-mails a partir de dispositivos móveis, o que representará cerca de 20% das contas de e-mail existentes no mundo.
Diante desse cenário, é função do marketing repensar e propor novas estratégias comerciais, desenvolvendo, por exemplo, versões customizadas de seus produtos e serviços para utilização a partir de um dispositivo móvel. Esse modelo, além de ampliar o relacionamento da empresa com o seu público-alvo, se bem empregado pode oferecer facilidades na hora de mensurar o retorno de uma campanha e calcular o ROI (Retorno sobre o Investimento).
Atualmente, já existem métricas precisas de avaliação de resultados de campanhas online, o que possibilita às empresas caminhos alternativos para um investimento, além da compra de um espaço no mundo digital. É preciso valorizar ainda os principais diferenciais do canal, que é seu amplo poder de viralização do conteúdo. Outro atrativo é o fato de funcionar como uma mídia de massa, mas com possibilidade de trabalhar um público segmentado.
Com a turbulência mundial, os empresários anseiam por respostas na difícil tarefa de cortar custos e otimizar investimentos. Ao contrário do que se imagina, o caminho das pedras pode ser muito óbvio. Basta um clique para perceber que em temporada de crise, as mídias digitais são a grande aposta. E quem “nadar” contra essa maré tem boas chances de morrer afogado.
Por Heloisa Ticianelli
Gerente de negócios da EverMedia
Fonte: HSM Online
